MÚSICA

Ano de lançamento: 2007
Gravadora: Sony Music
Produção: Kassin e Mario Caldato
Certificação: 2x Disco de Platina
Prêmios:

Grammy Latino - Melhor Álbum de Pop Contemporâneo Brasileiro

Prêmio Multishow de Música Brasileira (Melhor Música de 2008 - "Boa Sorte/Good Luck")
Prêmio Multishow de Música Brasileira (Melhor Música de 200

1. Vermelho 3:43
2. Fugiu Com a Novela 3:15
3. Baú 4:24
4. Boa Sorte/Good Luck 3:55
5. Amado 4:09
6. Pirraça 3:24
7. Você Vai Me Destruir 4:31
8. Absurdo 3:26
9. Quem irá nos proteger? 3:50
10. Ilegais 3:50
11. Quando um homem tem uma mangueira no quintal 2:13
12. Meu Deus 4:54
13. Minha Herança: Uma Flor 3:32
  • Vermelho

    Vanessa da Mata

    Gostar de ver você sorrir
    Gastar das horas pra te ver dormir
    Enquanto o mundo roda em vão
    Eu tomo o tempo
    O velho gasta solidão
    Em meio aos pombos na Praça da Sé
    O pôr do Sol invade o chão do apartamento

    Vermelhos são seus beijos
    Que meigos são seus olhos
    Ver que tudo pode retroceder
    Que aquele velho pode ser eu
    No fundo da alma há solidão
    E um frio que suplica um aconchego

    Vermelhos são seus beijos
    Quase que me queimam
    Que meigo são seus olhos
    Lânguida face
    Seus beijos são vermelhos
    Quase que me queimam
    Que meigos são seus olhos
    Lânguida face

    Ver que tudo pode retroceder
    Que aquele velho pode ser eu
    No fundo da alma há solidão
    E um frio que suplica um aconchego

    Vermelhos são seus beijos
    Quase que me queimam
    Que meigos são seus olhos
    Lânguida face
    Seus beijos são vermelhos
    Quase que me queimam
    Que meigos são seus olhos
    Lânguida face

  • Fugiu Com a Novela

    Vanessa da Mata

    Eu perdi o meu amor para uma novela das oito
    Desde essa desilusão eu me desiludi
    O meu coração
    Palpita aparte poupando-me de um pouco de sonhos
    Depois desse desengano

    E aquela atenção que antes eu ganhava
    Se repartiu ao meio
    Mulher parada
    Ligada em outra história hipnotizada
    Trocou o nosso caso que tava no tom

    Eu vivia no jogo
    Ela me esperava
    Quando eu pedia fogo ela não negava
    Se eu tivesse com outra ela achava bom

    Eu perdi o meu amor para uma novela das oito
    Desde essa desilusão eu me desiludi
    O meu coração
    Palpita aparte poupando-me de um pouco de sonhos
    Depois desse desengano

    Quando fomos morar juntos ela me adorava
    Cozinhava, passava, me alisava
    Eu contava piada ela gargalhava
    Metia a mão nela e ela perdoava

    A vida era boa ela não reclamava
    Agora vive longe, não sei mais nada
    Fugiu da nossa casa com a televisão

  • Baú

    Vanessa da Mata

    Sabe de uma coisa Seu,
    Vou lhe jogar no meu baú,
    Vivo e mágico,
    Com as coisas boas que tem lá,

    Os meus desenhos herméticos
    As palavras de Da Lai Lama
    Quem sabe você adora
    Quem sabe se transformará

    Meu bauzinho de memória
    Os meus livrinhos de receita
    Quem sabe se sensibiliza
    Quem sabe se transformará

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    Sabe de uma coisa Seu
    Vou lhe jogar no meu baú
    Vivo e mágico
    Com as coisas boas que tem lá

    Os meus desenhos herméticos
    As palavras de Da Lai Lama
    Quem sabe você adora
    Quem sabe se transformará

    Meu bauzinho de memória
    Os meus livrinhos de receita
    Quem sabe se sensibiliza
    Quem sabe se transformará

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos

    Não corre atrás das suas coisas
    Vive aqui choramingando
    Todos já foram embora
    Você só sabe reclamar

    A voz doce de João
    Amansará sua revolta
    A comida de Dona Vantina
    Quem sabe se transformará

    Rancoroso com raiva de tudo
    Do fulano com seu carro novo
    Não vê que ele trabalhou muito
    Você pode se esforçar

    Pois vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos

    Vamos seguindo acordando cedo
    Você só reclama não age
    Você fica dormindo à tarde
    E tudo vai dando nos nervos

  • Boa Sorte/Good Luck

    Vanessa da Mata e Ben Harper

    É só isso
    Não tem mais jeito
    Acabou, boa sorte

    Não tenho o que dizer
    São só palavras
    E o que eu sinto
    Não mudará

    Tudo o que quer me dar
    É demais
    É pesado
    Não há paz

    Tudo o que quer de mim
    Irreais
    Expectativas
    Desleais

    That's it
    There's no way
    It's over, good luck

    I've nothing left to say
    It's only words
    And what l feel
    Won't change

    Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
    É demais / It's too much
    É pesado / It's heavy
    Não há paz / There is no peace

    Tudo o que quer de mim / All you want from me
    Irreais / Isn't real
    Expectativas / Expectations
    Desleais

    Mesmo se segure
    Quero que se cure
    Dessa pessoa
    Que o aconselha

    Há um desencontro
    Veja por esse ponto
    Há tantas pessoas especiais

    Now even if you hold yourself
    I want you to get cured
    From this person
    Who advises you

    There is a disconnection
    See through this point of view
    There are so many special
    People in the world
    So many special
    People in the world
    In the world
    All you want
    All you want

    Tudo o que quer me dar / Everything you want to give me
    É demais / It's too much
    É pesado / It's heavy
    Não há paz / There's no peace

    Tudo o que quer de mim / All you want from me
    Irreais / Isn't real
    Expectativas / That expectations
    Desleais

    Now we're falling
    Falling, falling
    Falling into the night
    Into the night
    Falling, falling, falling
    Falling into the night

    Now we're falling
    Falling, falling
    Falling into the night
    Into the night
    Falling, falling, falling
    Falling into the night

  • Amado

    Vanessa da Mata e Marcelo Jeneci

    Como pode ser gostar de alguém
    E esse tal alguém não ser seu
    Fico desejando nós gastando o mar
    Pôr-do-sol, postal, mais ninguém

    Peço tanto a Deus
    Para lhe esquecer
    Mas só de pedir me lembro
    Minha linda flor
    Meu jasmim será
    Meus melhores beijos serão seus

    Sinto que você é ligado a mim
    Sempre que estou indo, volto atrás
    Estou entregue a ponto de estar sempre só
    Esperando um sim ou nunca mais

    É tanta graça lá fora passa
    O tempo sem você
    Mas pode sim
    Ser sim amado e tudo acontecer

    Sinto absoluto o dom de existir,
    Não há solidão, nem pena
    Nessa doação, milagres do amor
    Sinto uma extensão divina

    É tanta graça lá fora passa
    O tempo sem você
    Mas pode sim
    Ser sim amado e tudo acontecer
    Quero dançar com você
    Dançar com você
    Quero dançar com você
    Dançar com você

  • Pirraça

    Vanessa da Mata e Kassin

    Passa o tempo sem demora
    Quando não penso nas horas
    Os ponteiros do relógio
    Fazem voltas se não olho

    Mas quando acendo o fogo
    Para fazer um café
    Vejo o tempo parar
    Pra água ferver
    Parece nunca acabar, espera sem fim

    06:04; 06:05; 06:05; 06:05
    Esperando o apito da chaleira
    Vejo o tempo parar
    Parar
    O tempo pirraça

    Quando à tarde no trabalho
    Quero que o tempo passe
    Os ponteiros do relógio
    Só me dão o tique-taque

    Quando eu encontro os amigos
    Para tomar um café
    A rapidez que não tinha
    Sem disfarçar
    Parece brincadeirinha
    Pega-pega

    Quando paro que olho as horas
    Para o tempo que me olha
    E espero ansiosa
    Vou comendo a casa
    Paçoca, suspiro, cocada, jujuba
    Quindim, bombom, churros, bomba
    Paçoca, suspiro, cocada, jujuba
    Quindim, bombom, churros

    E vejo o tempo parar
    Parar
    O tempo pirraça

    Paçoca, suspiro, cocada, jujuba
    Quindim, bombom, churros, bomba

  • Você Vai Me Destruir

    Vanessa da Mata e Fernando Catatau

    Está acabando o amor
    Você ainda não veio
    Não disse, não ligou
    Se vem viver comigo

    Se me quer como amiga
    Se não quer mais me ver
    Você vai me esquecer
    Você vai me fazer padecer

    Está acabando o amor
    Você já não me pertence
    Eu vejo por aí
    Você não está comigo

    Nessa nossa disputa
    Nesse seu jeito bom
    Eu não quero saber
    Você vai desdenhar
    E vai sofrer

    Você vai me destruir
    Como uma faca cortando as etapas
    Furando ao redor
    Me indignando, me enchendo de tédio
    Roubando o meu ar
    Me deixa só e depois não consegue
    Não me satisfaz

    Está acabando o amor
    Você já não me pertence
    Eu sinto por aí
    Você não está comigo

    Nessa nossa disputa
    Nesse seu jeito bom
    Eu não quero saber
    Você vai desdenhar
    E vai perder

    Você vai me destruir
    Como uma faca cortando as etapas
    Furando ao redor
    Me indignando, me enchendo de tédio
    Roubando o meu ar
    Me deixa só e depois não consegue
    Não me satisfaz

  • Absurdo

    Vanessa da Mata

    Havia tanto pra lhe contar
    A natureza
    Mudava a forma o estado e o lugar
    Era absurdo

    Havia tanto pra lhe mostrar
    Era tão belo
    Mas olhe agora o estrago em que está

    Tapetes fartos de folhas e flores
    O chão do mundo se varre aqui
    Essa idéia do natural ser sujo
    Do inorgânico não se faz

    Destruição é reflexo do humano
    Se a ambição desumana o Ser
    Essa imagem infértil do deserto
    Nunca pensei que chegasse aqui

    Auto-destrutivos,
    Falsas vitimas nocivas?

    Havia tanto pra aproveitar
    Sem poderio
    Tantas histórias, tantos sabores
    Capins dourados

    Havia tanto pra respirar
    Era tão fino
    Naqueles rios a gente banhava

    Desmatam tudo e reclamam do tempo
    Que ironia conflitante ser
    Desequilíbrio que alimenta as pragas
    Alterado grão, alterado pão

    Sujamos rios, dependemos das águas
    Tanto faz os meios violentos
    Luxúria é ética do perverso vivo
    Morto por dinheiro

    Cores, tantas cores
    Tais belezas
    Foram-se
    Versos e estrelas
    Tantas fadas que eu não vi

    Falsos bens, progresso?
    Com a mãe, ingratidão
    Deram o galinheiro
    Pra raposa vigiar

  • Quem irá nos proteger?

    Vanessa da Mata

    Você conta por aí
    Da nossa felicidade
    Mas nem todos podem ouvir

    Meu bem, meu bem, meu bem
    Ouça o mau tom do alheio

    Quem irá nos proteger?
    Nosso amor é um caso sério
    Só nós dois sabemos ser

    Se não um amor assim tão raro
    Pra tantos é tão caro
    Pouca gente pode ter
    Tão desejado
    Meu amor, meu amor, meu amor

    A inveja é a vontade de ter o que não é seu
    O ciúme é o medo
    De tomarem o que é meu
    Não nos sirva a ninguém
    Dê à ingenuidade adeus
    Muitos querem se vestir
    Do que não lhes fica bem
    Sempre imitando o alheio
    Maledicenciando em vão
    Não nos sirva a ninguém
    Dê à ingenuidade adeus

    Você conta por aí
    Da nossa felicidade
    Mas nem todos podem ouvir

    Meu bem, meu bem, meu bem
    Ouça o mau tom do alheio

    Quem irá nos proteger?
    Nosso amor é um caso sério
    Só nós dois sabemos ser

    Príncipe sem um tostão
    Sim. Era pra você a carta de amor
    Que disseram ser para um terceiro
    Preparei a nossa casa
    Chame alguém para um café
    Nosso amor é nossa cama
    Não empreste a ninguém, não

  • Ilegais

    Vanessa da Mata

    Desse jeito vão saber de nós dois
    Dessa nossa vida
    E será uma maldade veloz
    Malignas línguas
    Nossos corpos não conseguem ter paz
    Em uma distância
    Nossos olhos são dengosos demais
    Que não se consolam, clamam fugazes
    Olhos que se entregam
    Ilegais

    Eu só sei que eu quero você
    Pertinho de mim
    Eu quero você
    Dentro de mim
    Eu quero você
    Em cima de mim
    Eu quero você

    Desse jeito vão saber de nós dois
    Dessa nossa farra
    E será uma maldade voraz
    Pura hipocrisia
    Nossos corpos não conseguem ter paz
    Em uma distância
    Nossos olhos são dengosos demais
    Que não se consolam, clamam fugazes
    Olhos que se entregam
    Olhos ilegais

    Eu só sei que eu quero você
    Pertinho de mim
    Eu quero você
    Dentro de mim
    Eu quero você
    Em cima de mim
    Eu quero você

  • Quando um homem tem uma mangueira no quintal

    Vanessa da Mata

    Quando um homem tem uma mangueira no quintal
    Ele não é goiaba
    Deixa ele lhe mostrar
    Bom dia, boa tarde!
    No seu pomar

    Ele não é goiaba
    Deixa ele lhe mostrar
    Bom dia, boa tarde!
    No seu pomar
    "O que há de mal"

    Poder brincar de amar
    Sem pensar no amanhã
    Sem nenhuma vergonha
    Numa cara de pau
    Aproveitar um samba
    Numa tarde vazia
    Ter um siricotico
    Ter uma aventura

    Quando um homem tem uma mangueira no quintal
    Ele não é goiaba
    Deixa ele lhe mostrar
    Bom dia, boa tarde!
    No seu pomar
    "O que há de mal"

    Poder sair do sério
    Sair de um velho tédio
    Chuchu não é laranja
    É só não misturar

    Beijo na sua boca
    Atrás da bananeira
    E nessa boa moita
    Assanhada demais

    Quando um homem tem uma mangueira no quintal

    Corre pra ver,
    Se é de olhar, se derreter
    Se de repente pode ser
    Se este instante lhe chamar
    Viva, tenha
    Corre pra ver
    Se é gostoso, porque não
    Se é bem bom pro coração
    A gente vai pra ser feliz
    Viva, tenha
    Corre pra ver
    Se é melhor se derreter
    Se de repente pode ser
    Se este instante lhe chamar
    Viva, tenha
    Corre pra ver
    Se é gostoso, porque não
    Se é bem bom pro coração
    A gente vai pra ser feliz
    Viva, tenha

    Quando um homem tem uma mangueira no quintal

  • Meu Deus

    Vanessa da Mata

    Um homem bonito assim
    O que quer de mim
    O que ele fará comigo?
    Um homem bonito que planos
    O que Deus me deu
    E que ele fará com os seus
    Braços de amansar desejos
    Boca de beijo
    Corpo de tocar
    Meu coração muito tonto
    Quer sair de mim

    Olhos flechando meus zelos
    Bem que o meu corpo já me mostrava
    Tentação das mais safadas
    Sem dor sem penar

    Meu Deus, Ave Maria!
    Se ele não é um dos Seus
    Ninguém mais seria
    Ninguém mais seria

    Um homem bonito assim
    O que quer de mim
    O que ele fará comigo
    Um homem bonito que planos
    O que Deus me deu
    E o que ele fará com os seus
    Braços de arrancar desejos
    Olhos de gato
    Sabor de hortelã
    Meu coração muito louco
    Quer chegar-se em mim

    Olhos flechando os meus zelos
    Bem que o meu corpo já me mostrava
    Conclusão das mais safadas
    Sem dor sem penar

    Meu Deus, Ave Maria!
    Se ele não é um dos Seus
    Ninguém mais seria
    Ninguém mais seria
    Meu Deus, Ave Maria!
    Se ele não é um dos Seus
    Ninguém mais seria
    Ninguém mais

  • Minha Herança: Uma Flor

    Vanessa da Mata

    Achei você no meu jardim
    Entristecido
    Coração partido
    Bichinho arredio

    Peguei você pra mim
    Como a um bandido
    Cheio de vícios
    E fiz assim, fiz assim

    Reguei com tanta paciência
    Podei as dores, as mágoas, doenças
    Que nem as folhas secas vão embora
    Eu trabalhei

    Fiz tudo, todo meu destino
    Eu dividi, ensinei de pouquinho
    Gostar de si, ter esperança e persistência
    Sempre

    A minha herança pra você
    É uma flor com um sino, uma canção
    Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
    Eu deixarei

    A minha herança pra você
    É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
    Pleno, reconhecendo o mundo
    O que há em si

    E hoje nos lembramos
    Sem nenhuma tristeza
    Dos foras que a vida nos deu
    Ela com certeza estava juntando
    Você e eu
    (2x)

    Achei você no meu jardim